A educação na Idade Média

A Educação Medieval na Europa variou de lugar para lugar: Inglaterra, França, os estados italianos, Espanha e Escócia tiveram cada um tipo de educação. Geralmente, existia uma correlação negativa muito clara entre o rigor do regime e o acesso à educação; ou seja quanto mais ditatorial era o reino, mais escasso era a educação para algumas classes.

Importância da educação

Estima-se que, até 1330, apenas 5% da população total da Europa tinham acesso a qualquer tipo de educação. A educação durante os tempos medievais não era considerada uma necessidade.

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A ascensão da educação aconteceu nos reinos maiores, como Inglaterra, e estava diretamente ligada as necessidades como administração, aritmética e, claro, a palavra escrita.

Mesmo assim, a educação, tal como a entendemos, não era acessível ou mesmo desejada por todos. As escolas eram acessíveis apenas aos filhos dos nobres, e dos senhores de terra.

Educação Medieval e a Igreja

Na maioria dos reinos da Europa, a educação foi supervisionada pela igreja. A igreja organizou o currículo, criou  o sistema de teste e, claro, orientou  os estudantes de acordo com sua doutrina. Bispos, cardeais , sacerdotes, monges eram os professores na idade medieval. As instituições geridas pela Igreja eram focadas mais na linguagem , nas artes, e menos nas ciências.

Níveis de educação na Idade Média

Extraoficialmente, a educação acontecia na infância, mas dependia da classe feudal dos  pais da criança. Somente os mais brilhantes e mais ricos podiam continuar a receber educação de nível universitário.

Educação pré-escolar

Mesmo os filhos de serviçais tinham direito a algum tipo de educação, especialmente voltado para o trabalho. O objetivo era tornar as tarefas mais fáceis. Por exemplo: filhos de artesãos e comerciantes eram educados para seguir os passos de seus pais.

Escolas secundárias

As escolas secundárias eram geralmente construídas ao lado ou muito perto de uma catedral ou de uma grande igreja. O principal tema dos estudos nessas escolas era o Latim (leitura e escrita).

Além disso, os alunos também eram preparados para a retórica, ou seja, a arte de falar em público e a arte da persuasão. Os alunos recebiam conhecimentos básicos de aritmética (matemática) ou outras ciências, dependendo da experiência dos educadores.

Durante a era medieval (na Inglaterra), escolas de gramática ampliaram seu currículo e incluíram o ensino de línguas, grego antigo, Inglês, outras línguas europeias,  ciências naturais e geografia.

A disciplina era muito rigorosa – erros em lições eram punidos com a bétula (ou a ameaça dela). Em teoria, os alunos nunca cometeriam o mesmo erro 2 vezes . Depois de 1400, as escolas de gramática passaram para jurisdição das grandes universidades, tais como Cambridge ou Oxford.

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Escolas monásticas

 Semelhante a escolas secundárias, escolas monásticas foram fundadas e dirigidas por ordens monásticas, como os monges beneditinos. As escolas monásticas eram parte do mosteiro, e apenas membros eram aceitos. Administradas por monges, mas sob o controle do Vaticano, escolas monásticas tornaram-se paraísos de arte e ciências durante a era medieval.

 Muitos monges se dedicavam a estudar e copiar livros gregos e romanos e a explorar teorias de Platão, Aristóteles e Hipócrates. Em alguns mosteiros, os monges mais antenados e radicais exploraram temas como física, botânica e astronomia.

Universidades

O ensino universitário era reservado aos mais ricos e mais brilhantes/inteligentes. Desde a criação da primeira universidade em 1088 DC em Bolonha, Itália,as universidades eram reguladas por grêmios escolares de alunos e professores que trabalhavam sob a sanção de uma autoridade eclesiástica ou civil.

Inicialmente, universidades medievais não tinham espaço físico. Alunos e professores se reuniam em casas ou igrejas e, ocasionalmente, parques públicos (imitando os antigos filósofos gregos).

Estudantes

Os alunos das Universidades Medievais tinham idades diferentes, variando de 14 (para quem era aluno de Oxford ou de Paris) para 30 anos (se eram alunos de Direito em Bolonha). Durante este período de estudo, os alunos muitas vezes viviam longe de casa e sem supervisão e eram frequentemente criticados por negligenciarem os estudos em detrimento da bebida, do jogo e pelo apreço à prostitutas.Eles tinham a proteção jurídica do clero,por isso,  ninguém tinha permissão para puni-los fisicamente. Se eles estudavam em universidades fundadas pela igreja só podiam ser julgados por crimes em um tribunal eclesiástico. A imunidade dos alunos para o castigo, punição provocou a quebra de várias leis seculares;  até mesmo atos  como roubos, estupros e assassinatos não eram punidos como deveriam.

Aluno – professor

A dinâmica entre alunos e professores nas universidades medievais eram significativamente diferentes da de hoje. Os estudantes ameaçavam os professores com greves se suas exigências não fossem atendidas.

Existia também uma comissão especial que julgava a qualidade do trabalho dos professores; os professores poderiam ser multados se não concluíssem seu curso a tempo, ou se não conseguissem alcançar o padrão educacional esperado.

As aulas começavam antes do amanhecer (5: 00-6: 00 AM) e um curso de formação durava em média seis anos; o grau de Bacharel em Artes era concedido após a conclusão do terceiro ou quarto ano.
O currículo incluía três assuntos básicos – gramática, lógica e retórica. Mais tarde, o currículo também passou a incluir as três filosofias de Aristóteles – física, metafísica e filosofia moral.

Quando o estudante atingia o nível de Mestre, ele podia prosseguir os estudos em uma das faculdades superiores de direito, medicina ou teologia.Os cursos nas faculdades superiores poderiam levar até doze anos para atingir o grau de doutor ou de mestre, que  inicialmente significava a mesma coisa.

Escolas particulares

Em alguns casos, especialmente na Escócia, ricos lordes transformaram suas casas em escolas particulares. No inicio, somente os membros da família e parentes frequentavam essas escolas que eram principalmente, embora não de forma restritiva,destinadas a meninos. A maioria das meninas recebia sua educação em conventos, se possível, mas, até o final da Idade Média, escolas para meninas financiadas pelos lordes começaram a aparecer.

Elizabeth de Clare: educação dos pobres

Elizabeth de Clare herdou um terço de suas propriedades da família depois que seu irmão morreu na Batalha de Bannockburn. Elizabeth tinha um grande interesse em educação. Após a morte de seu terceiro marido em 1322, Elizabeth decidiu não se casar novamente e focou todo o seu poder em ajudar na educação dos mais pobres.

Elizabeth de Clare

Em meados da década de 1300. Elizabeth era uma das mulheres mais ricas da Inglaterra, mas, ao contrário de muitas pessoas ricas, Elizabeth acreditava que era importante ajudar aos pobres. Relatos mostram que, em um período de cinco meses, ela ajudou mais de 5.000 pessoas.

Elizabeth de Clare acreditava que os trabalhadores também deveriam ter direito de frequentar a escola. Então providenciou para que um grande número de pessoas que vivia em suas aldeias fosse educado. Ela também pagou para que essas crianças tivessem o direito de frequentar as universidades de Oxford e Cambridge.

Os filhos dos camponeses só poderiam ser educados se o senhor da casa desse permissão. Em 1391, o rei Ricardo II da Inglaterra e seu parlamento aprovou uma lei que determinava que todos tinham o direito à educação.

 

Fonte: texto adaptado do blog originaleexclusivo.com.br