A raposa e as uvas

Parreiral

 

Contam que certa raposa,

Andando muito esfaimada,

Viu roxos, maduros cachos

Pendentes d’alta latada.

 

De bom grado os trincaria,

Mas sem lhes poder chegar,

Disse: ”Estão verdes, não prestam,

Só cães os podem tragar!”

 

Eis cai uma parra, quando

Prosseguia seu caminho,

E, crendo que era algum bago,

Volta depressa o focinho.

(Jean de La Fontain

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