Escribas

É noite
calçadas acordadas
fingem-se mortas
esparramadas

na palidez da lua
tardios versos são injetados
boêmios aos goles
cantam a nudez da rua

à noite
segredos regulam as mentes

quantos serão os devotos das
sarjetas
que anoitecem heróis
para despertar poetas.

Maira Vicenzi Knop.RS