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HISTÓRIA DO BEBUM

Vagava eu, bêbado e contente,

na rua, quando de repente

vi a coisa preta,

rolei na sarjeta –

e um porco deitou-se ao meu lado,

tranquilo e acomodado.

Fiquei lá, caído

tonto e dolorido.

Eis quando, naquela hora,

passou por ali uma senhora

de cara orgulhosa,

e falou, desdenhosa:

“Conhece-se um tipo imundo

por sua companhia no mundo!”.

Ouvindo isso, o porco,

que estava de borco,

ergueu-se e zás – foi-se embora.

Tatiana Belink. Um caldeirão de poemas. São Paulo:
                    Companhia das Letrinhas, 2004.

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