Poesia

NATAL

Manjedoura

Jesus nasceu. Na abóbada infinita
Soam cânticos vivos de alegria;
E toda a vida universal palpita
Dentro daquela pobre estrebaria…
Não houve sedas, nem cetins, nem rendas
No berço humilde em que nasceu Jesus…
Mas os pobres trouxeram oferendas
Para quem tinha de morrer na cruz.
Sobre a palha, risonho, e iluminado
Pelo luar dos olhos de Maria,
Vede o Menino-Deus, que está cercado
Dos animais da pobre estrebaria.
Nasceu entre pompas reluzentes;
Na humildade e na paz deste lugar,
Assim que abriu os olhos inocentes
Foi para os pobres seu primeiro olhar.
No entanto, os reis da terra, pecadores,
Seguindo a estrela que ao presépio os guia,
Vem cobrir de perfumes e de flores
O chão daquela pobre estrebaria.
Sobem hinos de amor ao céu profundo;
Homens, Jesus nasceu! Natal! Natal!
Sobre esta palha está quem salva o mundo,
Quem ama os fracos, quem perdoa o mal,
Natal! Natal! Em toda a natureza
Há sorrisos e cantos, neste dia…
Salve Deus da humildade e da pobreza
Nascido numa pobre estrebaria.

Olavo Bilac

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Sobre o autor

Carmem Sueli

Meu nome é Carmem Sueli, sou professora de Língua Portuguesa do ensino fundamental maior com formação em Licenciatura Plena em Letras -Português na Universidade Federal do Piauí e Especialista em Cultura Afrodescendente e Educação Brasileira pela mesma universidade. Aqui você pode tirar suas dúvidas e aumentar as minhas, pode também perguntar, responder... o único problema que vamos enfrentar é minha incipiência com esse instrumento de trabalho, mas vamos lá!