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Veludo áspero

Noite

Para falar do medo

chamo a noite,

seu veludo áspero

na garganta.

Chamo as raízes

apodrecidas no cerne

da terra,

chamo as notas

estridentes

de um violino quebrado.

Para falar do medo,

escrevo no mural

a palavra mortal

Roseana Murray

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